20/04/09

O Cometa Halley

Um cometa é um corpo do Sistema Solar que orbita o Sol numa órbita extremamente elíptica. Cada cometa apresenta um período orbital diferente, indo desde uns poucos de anos até às centenas de milhar de anos.

O cometa Halley vai sendo uma presença no nosso céu a cada cerca de 76 anos e tem sido sempre visível à vista desarmada. A primeira observação registada deste cometa foi efectuada na China no dia 25 de Maio de 240 a.C. A passagem seguinte pelas proximidades do Sol foi observada pelos babilónios, em 12 de Novembro de 164 a.C. E nos seus vários regressos ao nosso céu foi sendo observado pelos homens desses tempos. Uma das suas aparições (a de 1066) ficou registada na Tapeçaria de Bayeux que relata a conquista normanda da Inglaterra.

Foi Edmond Halley quem, em 1696, reconheceu a sua periodicidade.

O cometa Halley possui uma forma irregular, mostrando um diâmetro máximo de 15 km. O seu periélio (máxima aproximação ao Sol) é de cerca de 59 Unidades Astronómicas (pouco mais da distância média que separa o Sol da Terra) e o seu afélio (máximo afastamento do Sol) é de cerca de 35 Unidades astronómicas (um valor além da órbita de Neptuno).

Em 1985 foi lançada a sonda Giotto com o objectivo de estudar o cometa Halley. A imagem acima mostra uma das fotos obtidas pela Giotto a este cometa (fonte da imagem: http://www.esa.int/esa-mmg/mmg.pl?b=b&keyword=halley&single=y&start=6&size=b)

O seu regresso será no ano 2061.

Para saber mais: http://www.ianridpath.com/halley/halley1.htm

15/04/09

Beta Regio

Beta Regio é uma região vulcânica que se situa no planeta Vénus. Estende-se por cerca de 2800 km e eleva-se acima da paisagem circundante. Nesta região situam-se dois grandes vulcões, o Theia Mons e o Rhea Mons, ambos com um diâmetro superior a 200 km e uma altura maior que 4 km. São visíveis inúmeras fracturas que atravessam Beta Régio.

A figura mostra-nos um mapa topográfico da superfície venusiana onde, à esquerda, vemos Beta Régio.

Para saber mais:
http://www.nasaimages.org/luna/servlet/detail/nasaNAS~4~4~7112~108742:Venus---Fractured-Somerville-Crater

27/03/09

Distâncias do Sistema Solar


O nosso Sistema Solar é constituído pelo Sol e por todos os corpos que em torno dele orbitam. Temos então como planetas Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno e a estes juntam-se os satélites (tais como a Lua ou Ganimedes), os planetas-anões (o caso de Plutão ou de Ceres), além de outros tipos de objecto.

Dos planetas, o mais próximo do Sol é Mercúrio que orbita esta estrela a uma distância média de 57 909 175 km. A uma distância média porque a órbita de um planeta não é circular mas sim elíptica.

Vénus é o planeta que se segue orbitando o Sol a uma distância média de 108 208 930 km e depois a Terra que se encontra a uma média de 149 597 890 km do Sol. À distância média entre o Sol e a Terra dá-se o nome de Unidade Astronómica, que é uma das unidades de medida utilizada em astronomia. Assim, 1 Unidade Astronómica corresponde a 149 597 890 km.

O planeta que surge de seguida é Marte cuja órbita se situa a uma média de 227 936 640 km do Sol. O maior dos planetas, Júpiter, desenvolve a sua órbita a uma média de 779 000 000 km do Sol e Saturno a 1 426 725 400 km.

Mais longe está Úrano, a 2 870 972 200 km e ainda mais longe Neptuno (4 498 252 900 km).

15/03/09

Os anéis de Saturno


Apesar de no nosso Sistema Solar, não ser o único planeta possuidor de anéis, tendo-os também Júpiter, Urano e Neptuno, Saturno é aquele que é conhecido como o planeta dos anéis.

Com o advento do telescópio tornou-se possível observar objectos que não são visíveis à vista desarmada. E foi assim que em 1610, Galileu descobriu a existência dos anéis de Saturno. Como nessa época os telescópios não tinham a qualidade que hoje apresentam, Galileu , de início, e devido à posição relativa à Terra em que Saturno se encontrava, pensou tratarem-se de dois satélites que orbitavam este planeta (lembro que pouco tempo antes, Galileu havia descoberto quatro satélites de Júpiter). Ora, estes dois "satélites" não mudavam a sua posição noite após noite, como deveria acontecer, permanecendo como que estacionados no mesmo local. Para aumentar ainda mais a perplexidade, em 1612 estes dois "corpos" desapareceram.

À medida que a qualidade dos telescópios foi aumentando, melhores observações se foram fazendo. Então, em 1655 Christiaan Huygens sugeriu que estes "apêndices" se tratavam de um anel sólido que em ponto algum tocavam Saturno. O "desaparecimento" de 1612 deveu-se à posição de Saturno em relação à Terra. A imagem mostra alguns dos aspectos que, visto da Terra, Saturno toma enquanto cada um destes planetas percorre a sua órbita em torno do Sol. Portanto, a aparência dos anéis varia consoante as posições relativas entre Saturno e a Terra.

Em 1660, Jean Chapelain sugeriu que os anéis eram formados por vários pequenos satélites, sugestão que foi posta de parte pela maior parte dos astrónomos de então. Poucos anos depois, Giuseppe Campini notou que a parte exterior dos anéis era menos brilhante que a interior mas não reconheceu esta diferença de brilho como dois anéis separados e corria o ano de 1676 quando Giovanni Cassini descobriu um intervalo entre os anéis, denominado posteriormente como Divisão de Cassini. E muitas outras descobertas foram sendo feitas ao longo do tempo (novos anéis, novas divisões, etc). A sonda Pioneer 11 chegou a Saturno em 1979 e enviou-nos novas imagens deste planeta. Aqui podemos ver a evolução dessas descobertas: http://www2.jpl.nasa.gov/saturn/back.html

Sabe-se actualmente que Saturno possui vários anéis em sua órbita, sendo cada um deles constituído por partículas de gelo e rocha cujas dimensões variam entre o micrómetro e alguns metros. Foram nomeados por ordem alfabética respeitando a ordem da sua descoberta e encontram-se relativamente próximos uns dos outros, excepção feita à Divisão de Cassini que é um intervalo de 4700 km que se abre entre o Anel B e o Anel A.

11/03/09

A M13


Um aglomerado globular é um aglomerado estelar denso e com uma forma aproximadamente esférica que contém entre algumas dezenas de milhar até milhões de estrelas que partilham uma origem comum.

Em 1714, Edmund Halley descobriu um aglomerado globular que posteriormente foi catalogado no Catálogo de Messier por M13 (NGC 6205, no New General Catalogue). Situa-se a 25 100 anos-luz de distância do Sol, tem aproximadamente 150 anos-luz de diâmetro e é constituído por cerca de 100 mil estrelas.

Como acontece nos aglomerados globulares, quanto mais próximo nos encontramos do seu centro, maior é a densidade de estrelas. Neste, as que estão mais perto do centro encontram-se separadas por apenas cerca de 1 ano-luz.

É um pouco difícil observar este aglomerado à vista desarmada já que a sua magnitude se encontra próxima do limite de observação do olho humano, mas torna-se visível quando recorremos ao uso de uns binóculos.

Sobre a mensagem enviada para a M13 em busca de vida extraterrestre: http://www.daviddarling.info/encyclopedia/A/AreciboM.html

O sistema Alfa Centauri


Muitas das estrelas que observamos no céu nocturno formam sistemas binários ou múltiplos. Chama-se "sistema binário" e "sistema múltiplo" a sistemas formados por duas ou mais estrelas que orbitam um centro de gravidade comum, um pouco à semelhança do que acontece com o sistema Terra-Lua.

A Alfa Centauri é um sistema múltiplo. É constituído pela estrela Alfa Centauri A, pela Alfa Centauri B e pela Proxima Centauri. À vista desarmada, A e B parece-nos apenas uma estrela devido à proximidade que existe entre ambas. Já para a Proxima Centauri é necessário um telescópio para poder vê-la devido à sua baixa luminosidade.

Este sistema está bastante próximo de nós, distando do Sol pouco mais de 4 anos-luz, sendo a Proxima Centauri a estrela que, além do Sol, mais próximo se encontra de nós.

A fotografia mostra à esquerda a Alfa Centauri AB (a mais brilhante) e em cima um pouco para a direita, assinalada com uma circunferência, vemos a Proxima Centauri.

Para saber mais: http://en.wikipedia.org/wiki/Alpha_Centauri

10/03/09

Marte


Marte é um planeta que trouxe histórias para a civilização humana, nomeadamente a imaginada a partir das observações de Giovanni Schiaparelli que afirmou ter visto canali em Marte. Ora, o termo canali foi erradamente tomado por canais de construção artificial (o que não é o caso) levantando-se daí a questão de Marte ser habitado por uma civilização.

Marte orbita o Sol a uma distância média de 227 939 100 km e tem um período orbital de quase 687 dias. O seu diâmetro é aproximadamente metade do da Terra.

À semelhança da Terra, Marte apresenta estações do ano, mas estas duram o dobro do tempo das terrestres. Uma outra semelhança é a duração do dia marciano: um dia na Terra dura 23 horas, 56 minutos e 4 segundos; um dia em Marte dura 24 horas, 39 minutos e 35 segundos.

A superfície de Marte possui algumas características notáveis: o maior vulcão do Sistema Solar está neste planeta (é o Monte Olympus); o Valles Marineris é um desfiladeiro com cerca de 4000 km de comprimento e uma profundidade máxima de 7 km. Os pólos norte e sul marcianos estão cobertos por calotas polares. A temperatura à superfície de Marte varia entre os -140ºC e os 20ºC.

A atmosfera marciana é composta quase totalmente por dióxido de carbono.

Marte tem dois satélites: Fobos e Deimos. Foram ambos descobertos por Asaph Hall, em 1877. Tanto um como outro possuem forma irregular e são bastante pequenos (Fobos tem 9 km de diâmetro e Deimos 23 km).

Esta é a superfície de Marte: http://marsrovers.jpl.nasa.gov/gallery/press/spirit/20051107a/Everest_L257atc-A622R1.jpg

Os Satélites Galileanos



Os Satélites Galileanos são as quatro maiores luas de Júpiter, descobertas por Galileu em 1610. Os seus nomes são Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

Io é o que tem uma órbita mais próxima de Júpiter. Tem 3642 km de diâmetro e a sua superfície possui mais de 400 vulcões activos. Algumas das montanhas da sua superfície são mais altas que o Monte Everest.

Europa tem um tamanho próximo do da Lua, que orbita a Terra. A sua superfície é muito plana e coberta por uma crusta de gelo sob a qual pode existir um oceano de água.

Maior que Mercúrio, Ganimedes é o maior satélite do Sistema Solar e possui uma ténue atmosfera composta por oxigénio.

Calisto é o quarto satélite galileano, o terceiro maior do Sistema Solar e o segundo maior de Júpiter. A sua superfície mostra-se como uma das mais cobertas por crateras.

É fácil observar estes quatro satélites bastando, para isso, virar uns binóculos na direcção de Júpiter e não fosse a sua proximidade a este, até à vista desarmada poderiam ser vistos. Apesar disso, Ganimedes e Calisto podem, em condições favoráveis, ser observados sem recorrer a binóculos ou a um telescópio.

Uma animação destes satélites feita a partir das observações de Galileu: http://strangepaths.com/observation-of-jupiter-moons-march-1613/2007/04/22/en/

Mercúrio


No nosso Sistema Solar, Mercúrio é o planeta que está mais próximo do Sol, orbitando-o a uma distância média de 57 909 100 km. O seu diâmetro de 4879 km fá-lo ser o menor planeta do sistema, sendo mesmo mais pequeno que Ganimedes (um satélite de Júpiter) e que Titan (satélite de Saturno). Tem um período orbital de cerca de 88 dias (o tempo que demora a concluir uma órbita em torno do Sol). A temperatura à superfície de Mercúrio varia entre os -183ºC e os 427ºC.

As primeiras observações de Mercúrio de que se tem conhecimento datam do século XIV a.C. e foram registadas num compêndio intitulado MUL.APIN que trata de diversos aspectos da astrologia babilónia. Através de um telescópio, foi Galileu quem primeiro o observou, em 1610.

Uma parte do que se sabe de Mercúrio chegou-nos através da Mariner 10, uma sonda lançada em 1973. As fotografias que esse veículo espacial fez a Mercúrio mostraram um planeta cuja superfície se assemelha à da Lua.

Para saber mais: http://en.wikipedia.org/wiki/Mercury_(planet)


09/03/09

O Catálogo de Messier


Charles Messier nasceu em França em 1730. Mostrando desde jovem interesse pela astronomia e, devido à sua boa caligrafia, foi contratado aos 21 anos por Joseph Nicolas Delisle, astrónomo francês, para trabalhar como copista, tendo sido o seu primeiro trabalho copiar um grande mapa da China.

Messier esteve no observatório de Delisle onde aprendeu a trabalhar nele e a fazer registos cuidadosos das observações astronómicas.

Em 1757, Charles Messier começou a procurar o cometa Halley, cujo regresso estava previsto para 1758. Delisle calculou o percurso que este cometa faria na sua seguinte aproximação ao Sol e Messier criou um mapa estelar com o seu percurso, mas havia um erro nos cálculos de Delisle o que fez com que Messier procurasse o cometa Halley no local errado. Apesar disso, ele observou um cometa em Agosto de 1758 (o C/1758 K1 De La Nux) que já havia sido descoberto uns meses antes por De La Nux. Durante as observações deste cometa, Messier observou um corpo que se assemelhava a um cometa mas, ao contrário destes, mantinha-se estacionário noite após noite. Este corpo foi chamado Messier 1 ou M1 (a Nebulosa do Caranguejo), sendo o primeiro de um catálogo de 110 objectos que poderiam erroneamente ser tomados por cometas: o Catálogo de Messier.

Ao longo da sua vida, Charles Messier descobriu vários cometas.


Para saber mais: http://www.seds.org/messier/xtra/history/biograph.html

08/03/09

A Galáxia de Andrómeda


A Galáxia de Andrómeda (M31, no Catálogo de Messier e NGC 224 no New General Catalogue) é uma grande galáxia espiral localizada na constelação de Andrómeda. Pertencente ao Grupo Local (o grupo de mais de 50 galáxias no qual se situa também a nossa Galáxia, a M33, a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, nomeando apenas algumas), a Galáxia de Andrómeda situa-se a cerca de 2 500 000 anos-luz e possui cerca de 200 000 anos-luz de diâmetro.

É um dos objectos mais brilhantes do Catálogo de Messier, sendo visível à vista desarmada mas mais facilmente com uns binóculos ou, melhor ainda, com um telescópio.

As primeiras observações documentadas da M31 foram feitas em 964 por Abd al-Rahman al-Sufi, um astrónomo persa.


Para saber mais:
http://www.daviddarling.info/encyclopedia/A/Andromeda.html

07/03/09

A Nebulosa do Caranguejo



Na constelação do Touro encontra-se a Nebulosa do Caranguejo (M1, segundo o Catálogo de Messier; NGC 1952, segundo o New General Catalogue). Este objecto é o remanescente de uma supernova (a SN1054) que foi observada pelos astrónomos chineses no ano de 1054.

Uma supernova é uma estrela que explodiu. Este acontecimento representa um estágio final na vida de um certo tipo de estrelas. Uma nebulosa é uma acumulação de gás e poeira.

Ao atingir a fase de supernova, a estrela lança para o espaço quase toda a matéria que a compõe formando-se daí a nuvem a que se dá o nome de nebulosa. Quando explode, a estrela aumenta substancialmente o seu brilho, sendo que esta, segundo os registos historicos, se tornou o objecto mais brilhante no céu nocturno, a seguir à Lua.

No centro da nebulosa está o pulsar PSR B0531+21 que é o corpo remanescente da estrela que explodiu. Os pulsares são estrelas de neutrões que resultam do colapso gravitacional de uma estrela de grande massa. São objectos de elevada densidade e gravidade.

Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_do_Caranguejo

O Monte Olympus



É em Marte que está o maior vulcão do nosso sistema solar, encontramo-lo no planalto vulcânico de Tharsis, não muito longe do equador marciano. Este planalto, com uma extensão de 4000 km, contém 12 vulcões, sendo um deles o Monte Olympus com uma altura de cerca de 25 km e um diâmetro de 624 km. No seu topo está a caldeira com uma dimensão de 80 km que alberga algumas crateras.

O Monte Olympus foi avistado pela primeira vez em 1879 por Giovanni Schiaparelli, astrónomo italiano.


Para saber mais: http://mars.jpl.nasa.gov/gallery/atlas/olympus-mons.html